{"id":193,"date":"2021-09-22T19:44:27","date_gmt":"2021-09-22T19:44:27","guid":{"rendered":"https:\/\/macedogalvao.com.br\/?p=193"},"modified":"2021-09-22T19:44:27","modified_gmt":"2021-09-22T19:44:27","slug":"frigorifico-e-condenado-por-apalpacao-de-empregado-em-revista-pessoal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/macedogalvao.com.br\/?p=193","title":{"rendered":"Frigor\u00edfico \u00e9 condenado por apalpa\u00e7\u00e3o de empregado em revista pessoal"},"content":{"rendered":"\n<p>A Seara Alimentos Ltda. foi condenada pela Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o, no valor de R$ 5 mil, a um empregado que, durante revista pessoal e corporal, teve o corpo apalpado por seguran\u00e7a da empresa. A decis\u00e3o segue o entendimento do TST de que a revista realizada mediante contato f\u00edsico extrapola os limites do poder diretivo do empregador.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Alarme<\/h4>\n\n\n\n<p>O profissional iniciou suas atividades na empresa em 2003, e, quando foi dispensado em 2014, era operador de produ\u00e7\u00e3o. Na reclama\u00e7\u00e3o trabalhista, ele disse que, caso soasse o alarme do detector de metais, era obrigado a passar por revista f\u00edsica e nas sacolas ou mochilas. Segundo ele, diversas vezes teve de erguer a camiseta e mostrar a barriga na frente das pessoas que estivessem no local. A situa\u00e7\u00e3o, a seu ver, gerava humilha\u00e7\u00e3o e externava discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em depoimento, uma testemunha afirmou que a revista era feita na sa\u00edda pela seguran\u00e7a e pelos encarregados, que apalpavam o corpo dos empregados na busca de desvio de mercadorias. Por outro lado, a testemunha da empresa relatou que nunca fora revistado.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Revista espor\u00e1dica<\/h4>\n\n\n\n<p>O Tribunal Regional do Trabalho da 9\u00aa Regi\u00e3o (PR) confirmou a senten\u00e7a que indeferiu a pretens\u00e3o de pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais. Segundo as inst\u00e2ncias inferiores, a pr\u00f3pria testemunha indicada pelo empregado afirmara que &#8220;as revistas ocorriam de duas a tr\u00eas vezes por ano&#8221; e que come\u00e7avam &#8220;quando sumia produto&#8221;. Embora tenha se confirmado a ocorr\u00eancia das revistas, elas foram consideradas espor\u00e1dicas e eventuais, e n\u00e3o foi comprovado que havia contato f\u00edsico durante o procedimento.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Limites<\/h4>\n\n\n\n<p>O relator do recurso de revista do trabalhador, desembargador convocado Marcelo Pertence, assinalou que, de acordo com a jurisprud\u00eancia do TST, as revistas realizadas nos pertences pessoais de todos os empregados, indiscriminadamente, sem contato f\u00edsico, est\u00e3o no \u00e2mbito do poder diretivo e fiscalizat\u00f3rio do empregador. Mas, no caso, o TRT registrou que, al\u00e9m da visualiza\u00e7\u00e3o de pertences, havia revista corporal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA revista pessoal, com contato f\u00edsico, extrapola os limites do poder diretivo do empregador, configurando situa\u00e7\u00e3o vexat\u00f3ria que afronta a intimidade e a dignidade do trabalhador, &nbsp;pois exp\u00f5e parte do seu corpo\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi un\u00e2nime<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: TST<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Seara Alimentos Ltda. foi condenada pela Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o, no valor de R$ 5 mil, a um empregado que, durante revista pessoal e corporal, teve o corpo apalpado por seguran\u00e7a da empresa. 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