{"id":76,"date":"2021-05-06T22:53:34","date_gmt":"2021-05-06T22:53:34","guid":{"rendered":"https:\/\/macedogalvao.com.br\/?p=76"},"modified":"2021-05-06T22:53:34","modified_gmt":"2021-05-06T22:53:34","slug":"tst-retirada-penhora-de-bem-de-familia-que-nao-era-residencia-dos-proprietarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/macedogalvao.com.br\/?p=76","title":{"rendered":"TST \u2013 RETIRADA PENHORA DE BEM DE FAM\u00cdLIA QUE N\u00c3O ERA RESID\u00caNCIA DOS PROPRIET\u00c1RIOS"},"content":{"rendered":"\n<p>O im\u00f3vel era ocupado pela filha dos devedores.<\/p>\n\n\n\n<p>A Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho entendeu que um im\u00f3vel pertencente aos s\u00f3cios da Citrofoods Internacional Com\u00e9rcio, Importa\u00e7\u00e3o e Exporta\u00e7\u00e3o Ltda. em S\u00e3o Paulo \u00e9 impenhor\u00e1vel por se tratar do \u00fanico bem da fam\u00edlia. Segundo a relatora do recurso de revista, ministra Dela\u00edde Miranda Arantes, o fato de a filha do s\u00f3cio morar no local n\u00e3o descaracteriza a impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>D\u00edvida<\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia come\u00e7ou na fase de execu\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a proferida na reclama\u00e7\u00e3o trabalhista ajuizada por um assistente financeiro contratado em novembro de 2000 pela Monte Alegre Alimentos Industria e Com\u00e9rcio Importa\u00e7\u00e3o e Exporta\u00e7\u00e3o Ltda., posteriormente sucedida pela Citrofoods e por outra empresa, tamb\u00e9m condenada.<\/p>\n\n\n\n<p>Como n\u00e3o foram encontrados bens em nome da Citrofoods, o juiz determinou a desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica e localizou o im\u00f3vel de um dos s\u00f3cios em S\u00e3o Paulo. No entanto, ao constatar que se tratava do \u00fanico bem de propriedade do s\u00f3cio, deixou de determinar a penhora. Para o ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o, o fato de o devedor n\u00e3o morar no local n\u00e3o afasta a impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia, que visa \u00e0 prote\u00e7\u00e3o da garantia constitucional \u00e0 dignidade da pessoa humana e ao direito de moradia. \u201cO im\u00f3vel segue destinado \u00e0 resid\u00eancia da unidade familiar, mesmo que na maior parte do tempo seja utilizado unicamente por sua filha\u201d, destacou o magistrado na senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o (RS) determinou a penhora. \u201cN\u00e3o h\u00e1 como se ter como bem de fam\u00edlia im\u00f3vel em que o executado e sua esposa n\u00e3o t\u00eam o seu domic\u00edlio, e, portanto, n\u00e3o se constitui como bem de fam\u00edlia\u201d, entendeu o TRT.<\/p>\n\n\n\n<p>Despesas<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento do recurso de revista interposto pelo s\u00f3cio da Citrofoods, a relatora, ministra Dela\u00edde Miranda Arantes, verificou que, na decis\u00e3o do TRT, ficou registrado que o propriet\u00e1rio continuava a arcar com as despesas de \u00e1gua, luz e telefone do im\u00f3vel, ainda que ele e a esposa morassem de aluguel em Chapec\u00f3 (SC) para ficarem mais pr\u00f3ximos das atividades da empresa. Segundo a ministra, essas premissas s\u00e3o suficientes para demonstrar que o im\u00f3vel penhorado \u00e9 utilizado pela unidade familiar para moradia. \u201cTrata-se, portanto, de um bem de fam\u00edlia, impenhor\u00e1vel, portanto, nos termos da lei\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi por maioria, ficando vencido o ministro Jos\u00e9 Roberto Freire Pimenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: RR-130300-69.2007.5.04.0551<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Tribunal Superior do Trabalho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O im\u00f3vel era ocupado pela filha dos devedores. A Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho entendeu que um im\u00f3vel pertencente aos s\u00f3cios da Citrofoods Internacional Com\u00e9rcio, Importa\u00e7\u00e3o e Exporta\u00e7\u00e3o Ltda. em S\u00e3o Paulo \u00e9 impenhor\u00e1vel por se tratar do \u00fanico bem da fam\u00edlia. 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